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Rescisão Indireta

Preciso continuar trabalhando durante uma rescisão indireta?

Por Fernando Oliveira Falcão·Publicado em 09 de junho de 2026·Atualizado em 09 de junho de 2026·Leitura de 1 min

Essa é uma das dúvidas mais comuns de quem cogita pedir a rescisão indireta: será que é preciso permanecer trabalhando até a decisão judicial, ou é possível se afastar imediatamente?

Não existe uma resposta única

A resposta depende diretamente da gravidade da falta cometida pelo empregador e das provas disponíveis. A lei prevê duas possibilidades:

  1. Rescisão indireta com permanência no trabalho, enquanto se aguarda o desfecho do processo — mais comum em situações de gravidade moderada.
  2. Rescisão indireta com pedido de afastamento imediato, quando a continuidade do trabalho se torna insustentável ou arriscada, como em casos de assédio grave ou risco à integridade física.

Riscos de abandonar o trabalho sem orientação

Deixar de comparecer ao trabalho sem amparo jurídico pode ser interpretado pela empresa como abandono de emprego — o que inverte a lógica do processo e prejudica o trabalhador. Por isso, essa decisão nunca deveria ser tomada isoladamente, sem análise do caso concreto.

O papel da estratégia processual

A construção da prova, o momento do ajuizamento da ação e a forma de comunicação com o empregador fazem parte da estratégia jurídica — não existe um caminho padrão aplicável a todos os casos.

Perguntas frequentes

Posso pedir afastamento imediato em qualquer situação? Não. O afastamento imediato costuma ser reservado a situações de gravidade elevada, avaliadas caso a caso.

Se eu continuar trabalhando, perco algum direito? Não necessariamente. A continuidade não impede o reconhecimento da rescisão indireta quando a falta grave está bem caracterizada.

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